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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Nem um pio dos candidatos à prefeitura de Macapá sobre apagão

Alexandra Martins

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Diante do grave apagão que deixa o Amapá no caos e sufoco desde terça, 3, os candidatos à prefeitura de Macapá que lideram as pesquisas de intenção de votos não se manifestaram no Instagram e Facebook até o momento contra a situação. Josiel (DEM), com 31%, por exemplo, fez sua última postagem há três dias com um vídeo de campanha com as bênçãos do irmão e padrinho político Davi Alcolumbre (DEM). João Capiberibe (PSB), com 15%, também deixou seu último registro nas redes há 3 dias em defesa do adiamento das eleições por causa da pandemia do novo coronavírus. O filho de Capi, o deputado federal Camilo Capiberibe (PSB), que foi governador do Estado, culpou o senador no Twitter pela “má gestão”.

Dr. Furlan (Cidadania) e Patrícia Ferraz (Podemos), ambos com 11%, segundo recente pesquisa do Ibope, destoam com críticas à situação. Ela é a que mais tenta capitalizar com postagens constantes sobre o apagão.

Cerca de 90% da população do Estado está sem luz há 60 horas após três transformadores pegarem fogo. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, esteve na capital ontem e deu um prazo de 48 horas para o restabelecimento de um deles. A subestação incendiada é operada pelo consórcio Linha de Macapá Transmissão de Energia (LMTE), controlado pela espanhola Isolux.

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o Estado está abastecido com energia produzida por uma hidrelétrica local com capacidade equivalente a 10% do que produz o LMTE. Um dos principais desafios é o transporte de dois transformadores, de 100 toneladas cada, da cidade mais próxima até Macapá. O governo federal também anunciou a compra de geradores para remediar o caos. A previsão é de que o Estado possa ter cerca de 60% da energia restabelecida nesta sexta, 6.

 

 

 

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