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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ninguém diz ‘não’ ao ‘capitão’

Vera Magalhães

Na minha coluna deste domingo no Estadão, trato da falta que faz, no governo, de um grupo de auxiliares que tenha coragem de se contrapor a Jair Bolsonaro quando o presidente emite opiniões ou toma decisões controversas e passíveis de questionamento, inclusive judicial. Bolsonaro só pode agir como quem não deve satisfações a ninguém porque se cercou de acólitos que só lhe dizem amém. Os seis primeiros meses de governo tiveram como uma de suas marcas o banimento de todo aquele que ousou questionar atos, comportamentos e decisões do presidente, caso dos ministros Gustavo Bebbiano e Santos Cruz.

A maioria de quem sobrou entendeu que, ou se enquadra, ou dança. A exceção em termos de licença para divergir e tocar seu barco com liberdade, até aqui, tem sido Paulo Guedes, o “PG” na forma carinhosa pela qual é tratado por Bolsonaro. Mesmo quando interveio na seara do titular da Economia, como no caso em que tentou a todo custo arrancar vantagens para os policiais na reforma da Previdência, o presidente o fez com cerimônia e cuidado para não desautorizá-lo. Para ler a coluna na íntegra, clique aqui. / Vera Magalhães