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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

No Brasil, greve global pelo clima foca na Amazônia

Equipe BR Político

Manifestações organizadas por jovens e ativistas ambientais ocorrem em mais de 130 países ao longo desta sexta-feira, 20. Em defesa do meio ambiente, a chamada greve mundial pelo clima cobra medidas emergenciais contra o aquecimento global e a previsão é de que os protestos continuem ocorrendo até a próxima sexta-feira, 27.

As concentrações se iniciaram na Austrália, mas a principal delas é em Nova York, onde as escolas liberaram mais de 1 milhão de alunos para os protestos, além de contar com a participação da ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos.

Criadora do movimento Fridays for Future (Sextas-feiras pelo Futuro), que organiza greves estudantis em prol do meio ambiente, Greta conquistou o apoio de jovens em diversos países da Europa após seus protestos semanais em frente ao parlamento de seu país.

No Brasil, a expectativa é que ocorram manifestações em mais de 40 cidades pelo fim das queimadas e desmatamento na Amazônia. Boa parte das capitais, como Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro, tem seus atos com início entre 16h e 17h30.

Na próxima terça, 24, a comunidade internacional estará atenta ao discurso do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia-Geral da ONU. O Palácio do Planalto já prevê manifestações de ambientalistas no entorno da entidade contra a política ambiental do governo federal.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, deverá usar o plano de criação de um fundo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a região como mecanismo de defesa a críticas. Mas ainda é muito recente a tentativa da sua pasta de sufocar um outro fundo em nome da “soberania”, o Fundo Amazônia – que existia desde 2008 com doações da Noruega e Alemanha e hoje está paralisado.

Outro agravante é o fato de a Cúpula do Clima da ONU, que ocorre na segunda-feira, 23, em Nova York, ter vetado o discurso do Brasil no encontro. No entanto, Salles demonstrou interesse em discursar, caso o evento não limite a participação somente a chefes de Estado.