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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

No contra-ataque, Witzel diz que polícia ‘não vai parar’ de investigar milicianos

Equipe BR Político

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Em seu pronunciamento de defesa após ser afastado por 180 dias do cargo pelo Superior Tribunal de Justiça, por suspeitas de desvio de verba da saúde, o governador Wilson Witzel (PSC) elencou seus adversários políticos, como a subprocuradora Lindora Araújo, o Palácio do Planalto e os milicianos. “A polícia prendeu mais de 400 milicianos. Estou incomodando prendendo milicianos? A Polícia Civil está investigando e não vão parar”, afirmou.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel Foto: Adriano Machado/Reuters

“Por que 180 dias? Em dezembro tenho que escolher um novo procurador de Justiça. Isso é um ultraje à democracia. Busca e apreensão na casa do vice-governador, do presidente da Alerj com base em delação mentirosa de um homem desesperado, um bandido, nos enganou a todos”, completou.

Entenda a denúncia

Witzel foi afastado do cargo por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e foi denunciado, junto com a mulher e mais sete pessoas, por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo empresas ligadas à área da saúde. A denúncia aponta pagamentos feitos por empresas ligadas a Mário Peixoto, preso na Lava Jato, e pela empresa da família de Gothardo Lopes Netto, ex-prefeito de Volta Redonda (RJ), ao escritório de advocacia da primeira-dama Helena Witzel, que “foi utilizado para escamotear o pagamento de vantagens indevidas ao governador, por meio de contratos firmados com pelo menos quatro entidades da saúde ligadas a membros da organização criminosa e recebimento de R$ 554.236,50, entre agosto de 2019 e maio de 2020”.

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