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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

No Dia do Pantanal, ONGs criticam decreto da cana-de-açúcar

Equipe BR Político

A rede de ONGs Observatório do Pantanal publicou um alerta nesta terça, 12, para possíveis consequências do decreto, assinado no dia 6 pelo presidente Jair Bolsonaro, que permite a expansão cultivo de cana-de-açúcar no bioma. “A sociedade mal conseguiu avaliar todo o prejuízo provocado pelas catastróficas queimadas nas últimas semanas e o governo brasileiro, por meio do decreto Nº 10.084, permitiu não só que a cadeia da cana-de-açúcar se instale no Pantanal, como também na Amazônia e que seja realizado sem regulamentação nos demais biomas brasileiros”, diz o texto, publicado hoje, data em que se comemora o Dia do Pantanal.

Como você leu aqui no BRP, Bolsonaro revogou o decreto Nº 6.961, que estabelecia o zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar e impedia a expansão do cultivo no Pantanal e na Amazônia. A medida contraria um parecer de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais, que afirmam que o Brasil tem área suficiente para a expansão da cana sem precisar avançar sobre os dois biomas.

No documento, o Observatório do Pantanal alerta para os “perigos da expansão dessa cultura em ambientes frágeis”, que incluem o aumento do desmatamento, da degradação do solo e do uso intenso de águas para irrigação nas plantações de cana, que pode levar à contaminação de reservatórios subterrâneos e superficiais.

“Se, por um lado, o governo brasileiro alega que o decreto Nº 6.961 estava defasado, ou apresentando algum problema, o correto seria abrir uma ampla discussão com especialistas para fazer a atualização dita necessária e não suspender a regra por completo, de forma autoritária, e sem apresentação de embasamento técnico e transparência adequada”, conclui a rede de organizações.

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