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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

No G20, Bolsonaro lê tuítes para negar racismo no Brasil

Vera Magalhães

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O presidente Jair Bolsonaro abriu seu discurso na Cúpula do G20, os 20 países com maiores economias do mundo, neste sábado, criticando os protestos pelo assassinato de João Alberto Silveira Freitas, na última quinta-feira, que foram marcados como atos antirracistas. Bolsonaro atribuiu os atos à “busca pelo poder” e a uma tentativa de “importar para o nosso território tensões alheias à nossa História”.

Basicamente, Bolsonaro repetiu o discurso que já havia “treinado” no Twitter, na noite de sexta-feira. “O Brasil tem uma cultura diversa, única entre as nações. Somos um povo miscigenado”, afirmou, ipsis literis em relação à sua postagem. “Foi a essência desse povo que conquistou a simpatia do mundo. Contudo, há quem queira destruí-la, e colocar em seu lugar o conflito, o ressentimento, o ódio e a divisão entre raças, sempre mascarados de ‘luta por igualdade’ ou ‘justiça social’. Tudo em busca do poder”, repetiu o presidente, diante dos maiores líderes mundiais.

Bolsonaro em cúpula virtual do G20

Ele fez esse discurso como uma introdução aos temas da cúpula do G20, a partir da própria determinação. Disse que fazia isso para reafirmar o “caráter nacional”.

Depois, ao adentrar nos temas relativos à pandemia do novo coronavírus, o presidente brasileiro aproveitou para reafirmar sua crítica à obrigatoriedade de vacinação. “No entanto, é preciso ressaltar que também defendemos a liberdade de cada indivíduo para decidir se deve ou não tomar a vacina. A pandemia não pode servir de justificativa para ataques às liberdades individuais.”

Ele também fez críticas à Organização Mundial do Comércio. “A reforma da OMC, que já se fazia necessária antes da pandemia, torna-se, agora, elemento-chave para a recuperação da economia mundial. O Brasil defende avanços nos três pilares da OMC: negociações; solução de controvérsias; e monitoramento e transparência”, afirmou.