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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

No Rio, juiz Marcello de Sá Baptista mantém cultos de Malafaia

Equipe BR Político

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O juiz Marcello de Sá Baptista, do Rio de Janeiro, negou nesta sexta, 20, o pedido do Ministério Público estadual para que fossem encerrados os cultos religiosos nas igrejas da maior liderança pentecostal do País, Silas Malafia, como forma de combate à pandemia do coronavírus. “O Poder Executivo não determinou a interrupção de cultos religiosos até o momento. O Poder Legislativo não criou lei neste sentido. Não pode o Poder Judiciário avocar a condição de Legislador Positivo e regulamentar uma atividade, em atrito com as normas até agora traçadas pelos órgãos gestores da crise existente”, alegou o juiz do plantão judicial, conforme registrou o G1.

O magistrado acrescenta que “o direito à participação em cultos religiosos não foi afastado, até o momento, através do Decreto do Estado do Rio de Janeiro, que constitui um dos fundamentos do pedido (do MPRJ)”. Já pastor justificou à revista Veja que “a igreja é o hospital social. O ânimo é o agente ativador do ser humano. A coisa mais importante para o ânimo é a fé. Não sou médico do corpo. Sou médico do psique”. Ontem, o governador de São Paulo, João Doria, recomendou às principais lideranças religiosas que evitem os cultos por um período de 60 dias.