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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Nomeação marca avanço de calvinistas no governo

Vera Magalhães

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O ministro Milton Ribeiro não é o primeiro calvinista a assumir um posto de destaque no governo Jair Bolsonaro. Ele chega depois de Benedito Aguiar Neto, presidente da Capes, também ele ligado à Universidade Mackenzie, da qual foi reitor (o ministro foi vice-reitor), e à Igreja Presbiteriana.

A Igreja Presbiteriana no Brasil tem orientação calvinista, ou seja, seguem os princípios ditados pela Reforma de João Calvino. Diferentemente dos evangélicos de denominações neopentecostais, mais ativos na política, os calvinistas são mais discretos, mas muito conservadores.

A proximidade de Jair Bolsonaro com essa ala das igrejas evangélicas vem desde antes da campanha. A pesquisa do Mackenzie com nióbio sempre foi mencionada pelo presidente.

Além do ministro e do presidente da Capes, há pelo menos outros dois representantes presbiterianos com cargos no Executivo: o pastor paraibano Sérgio Queiroz, que ocupa uma das secretarias do ministério dos Direitos Humanos, da também evangélica Damares Alves, e Guilherme de Carvalho, teólogo e pastor da Igreja Esperança, de Minas.

Entre as ideias já defendidas por Milton Ribeiro em vídeos que começam a ser resgatados nas redes sociais estão a de que crianças devem ser severamente castigadas, ao ponto de sentir dor, e que lares comandados por mulheres, sem homens, são mais suscetíveis à ação do “inimigo”, pois o homem dá o “rumo” que o lar vai tomar.