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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Nova Previdência de Doria é obstruída por PT e PSL na Alesp

Equipe BR Político

A proposta de reforma previdenciária para servidores estaduais do governador paulista João Doria (PSDB) não teve quórum na Alesp nesta terça-feira, 26, para iniciar os debates sobre o projeto. De acordo com informações da Rádio CBN, na segunda-feira, 25, o presidente da Alesp, deputado Cauê Macris (PSDB), convocou cinco reuniões seguidas do congresso de comissões para tentar debater a proposta, mas a oposição e o PSL, que detém a maior bancada da assembleia, obstruíram as comissões. A base aliada de Doria quer avançar com a proposta ainda neste ano, mas muitos deputados querem mais tempo para analisar o texto.

Assembleia Legislativa de São Paulo Foto: José Antonio Teixeira/Alesp

O congresso de comissões, convocado por Macris, é formado por representantes das comissões de Constituição e Justiça, Finanças e Administração Pública. Com a obstrução do PT e do PSL, porém, somente alguns deputados estiveram presentes no salão nobre da Alesp para debater a reforma. “Independente do mérito, queremos entender por que o governo quer aprovar uma reforma tão importante com essa celeridade. Tem mais de 150 emendas para serem lidas. Os deputados não tiveram tempo hábil para ler”, disse Gil Diniz, líder do PSL. A proposta de Doria enfrenta oposição da base eleitoral da sigla, como servidores da Polícia Civil e da Polícia Militar, por aumentar a alíquota de contribuição previdenciária dos servidores estaduais de 11% para 14%.

A reforma da Previdência estadual do governo paulista segue, em linhas gerais, a proposta de reforma previdenciária federal, instituindo idades mínimas para aposentadoria (65 anos para homens e 62 anos para mulheres), e fixando o tempo mínimo de contribuição em 25 anos.

 

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