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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Nova quebra de acordo azeda relação no Congresso

Gustavo Zucchi

O filme da última semana se repetiu: o Senado quebrou acordo prévio em votação no Congresso e azedou de vez sua relação com a Câmara dos Deputados. Desta vez, foi mantido o veto relativo à propaganda partidária. O acordado com os deputados era a derrubada. E agora ficam no limbo as próximas votações que ainda terão de ser apreciadas de forma conjunta entre as duas Casas Legislativas.

O primeiro efeito colateral foi a obstrução em massa do Centrão que derrubou a sessão fundamental com o cronograma apertado do fim de ano. Se na última semana a desculpa de erro nas cédulas já não foi tão bem aceita, agora deputados têm certeza de que foi planejado. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e o líder da maioria, Eduardo Braga (MDB-AM), argumentaram que o que faltou foi voto,  vontade política.

Na manhã desta terça-feira, 3, a sessão foi adiada para a parte da tarde. Senadores expressavam sua insatisfação com a não chegada das emendas prometidas pela votação da reforma da Previdência. Faltaram dois votos para a derrubada do veto. De cara, dois partidos são apontados pelos deputados como maiores responsáveis. O MDB deu sete votos pela derrubada dos 14 que tem no Senado. Cinco deputados, incluindo quatro ligados a Braga, não apareceram para a votação. Já o PSDB votou meio a meio: quatro a quatro.

Com isso, os PLNs, que deveriam ser apreciados pelos parlamentares ainda neste ano, já estão fora da pauta da próxima sessão do Congresso, marcada inicialmente para o dia 17. Ali, congressistas estarão na véspera do início do recesso parlamentar e terão de apreciar os vetos restantes e a Lei Orçamentária Anual. Sem isso, sem férias.

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