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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Novas mensagens ‘causam revolta’, diz Ministério da Justiça

Equipe BR Político

O ministro Sérgio Moro divulgou nota neste domingo, 23, de “repúdio” à divulgação de novos diálogos publicados pela Folha e o site The Intercept Brasil que sugerem que, em 2016, membros da força-tarefa do Ministério Público Federal se articularam para proteger 0 titular da pasta e evitar tensões com o Supremo Tribunal Federal após divulgação de conteúdo de delação premiada de um executivo da Odebrecht que citava políticos com foro privilegiado. Pela manhã, Moro havia publicado uma frase em latim pelo Twitter cuja tradução é: “Montanhas vão parir um ridículo rato“.

“O Ministro da Justiça e Segurança Pública não confirma a autenticidade de mensagens obtidas de forma criminosa e que podem ter sido editadas ou adulteradas total ou parcialmente. Repudia ainda a divulgação de suposta mensagem com o intuito único de gerar animosidade com movimento político que sempre respeitou e que teve papel cívico importante no apoio ao combate à corrupção. Causa revolta que se tente construir um enredo com mensagens, cuja autenticidade não se pode reconhecer, a partir de fatos que envolvem um processo judicial público e que só atestam a correção e isenção com que o ministro atuou enquanto juiz federal na Operação Lava Jato. Como pode-se verificar no andamento processual, o material referente a pessoas com foro privilegiado foi remetido ao Supremo Tribunal Federal no primeiro dia útil após a Polícia Federal ter juntado aos autos. Após análise, o STF os devolveu à 13° Vara Federal de Curitiba mantendo consigo apenas a parte que envolvia pessoas com foro privilegiado. Esta é a verdade, que independe de mensagens cuja autenticidade não se pode aferir. Ressalta-se que a invasão criminosa de celulares de autoridades públicas é objeto de investigação pela Polícia Federal”, diz nota do ministério.

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