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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Novo diretor faz ‘limpa’ na Ancine

Equipe BR Político

Em seu segundo dia à frente da Ancine, o diretor interino, Alex Braga, demitiu diversos integrantes da agência. Todos os superintendentes do órgão de fomento ao audiovisual foram exonerados. O secretário-executivo, João Silva, também foi afastado do cargo e substituído por Luana da Silva. Profissionais de outros cargos, como o ouvidor-geral , Alexandre Vianni, e o chefe do escritório em São Paulo, Carlos Silva, também foram afastados, segundo o Globo.

Prédio da Ancine (Agência Nacional de Cinema), no centro do Rio de Janeiro

Foto: Wilton Junior/Estadão

Braga assumiu o posto depois da exoneração do ex-diretor Christian de Castro, que foi afastado por decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro. Castro tinha mandato para permanecer à frente da agência até 2021, mas uma decisão judicial permitiu que fosse exonerado. O ex-diretor foi acusado de vazar informações sigilosas.

Christian, o ex-ministro da Cultura e atual secretário do governo de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, e mais seis servidores foram denunciados pelo Ministério Público Federal por associação criminosa, violação de sigilo funcional, prevaricação, crimes contra a honra e denunciação criminosa. Segundo a procuradoria, o grupo agiu para favorecer a candidatura de Christian à presidência do órgão.

A Ancine virou uma espécie de obsessão para o presidente Jair Bolsonaro, que criticou diversas vezes produções audiovisuais apoiadas pela agência. Em agosto, o ministério da Cidadania suspendeu um edital de 2018 da agência que selecionava séries que abordavam a temática LGBT. “Não admitiremos que a Ancine faça peças fora da tradição judaico-cristã”, disse o presidente. Bolsonaro também chegou a afirmar que, se não fosse pelos mandatos, “degolaria” todos os integrantes da agência. Parece que é o que está acontecendo.

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