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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Novo ‘nº 2’ da Receita tenta barrar intervenção no RJ

Vera Magalhães

José Assis Ferraz Neto, escolhido para ser o novo “número dois” da Receita Federal no lugar de José Paulo Ramos Fachada, afastado do cargo, teve uma conversa franca com o secretário Marcos Cintra ao aceitar o cargo. A primeira coisa que perguntou a Cintra, conforme relato feito por ele mesmo a integrantes da carreira da Receita, foi sobre a interferência política no órgão no Rio de Janeiro. Cintra teria respondido, segundo relatos feitos ao BR Político por interlocutores, que a pressão “refluiu” e que a troca de ocupantes de postos-chave do órgão no Estado-base da família Bolsonaro não vai se efetivar.

Apreensivos com as investidas múltiplas sobre o órgão, que partem simultaneamente do Planalto, do STF e até do Tribunal de Contas da União, os integrantes dos cargos de confiança da Receita têm feito videoconferências, reuniões com as chefias e uma incessante troca de impressões em grupos de WhatsApp com o que classificam como o momento mais delicado para a autonomia da casa. A avaliação predominante é que Assis tem ótimas credenciais para assumir o posto de subsecretário-geral, desde que o faça com autonomia. E a situação do Rio é tida como a “prova de ouro” dessa autonomia. “Se tivesse se consumado a troca no Rio, o clima seria de guerra”, me disse um interlocutor do futuro número 2.

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