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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

O caso do sobrenome de Flávio Bolsonaro

Vera Magalhães

Em sua coluna nesta sexta-feira no Estadão e no Globo, Pedro Doria parte da polêmica armada nas redes sociais por conta do uso do primeiro nome de Flávio Bolsonaro, sem o sobrenome, em títulos de reportagens, para questionar: pode a democracia liberal sobreviver quando a sociedade passa a pautar seu julgamento por crenças pessoais, e não por fatos?

Ele lembra que tudo que veio à tona até aqui sobre as suspeitas de “rachadinha” e lavagem de dinheiro sobre o filho 01 de Jair Bolsonaro se sabe graças ao trabalho da imprensa. “Em algum momento, alguém percebeu que alguns veículos utilizavam em seus títulos apenas o prenome do senador. De presto um naco das redes chegou à conclusão de que jornais, revistas e sites estavam, com isso, tentando proteger o presidente. Não usar ‘Bolsonaro’ no título, de alguma forma, serve a um estratagema que protege a imagem daquele que ora ocupa o Planalto”, escreve ele.

“Getúlio, JK, Jango, Lula, FHC, ACM — um incrível número de personagens políticos, conforme se tornaram conhecidos, tiveram seus nomes ajustados para os limites de título. Com Flávio Bolsonaro, não foi diferente”, informa.