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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

O conto da ‘sabotagem’ no Enem para a oposição

Equipe BR Político

A menção do presidente Jair Bolsonaro, na manhã desta terça-feira, 28, sobre a possibilidade de uma “sabotagem” ter causado as falhas na correção do Enem rendeu reações de políticos no Twitter. “Se realmente foi uma falha nossa, se tem uma falha humana, sabotagem, seja lá o que for. Temos que chegar no final de linha e apurar isso aí”, afirmou o presidente, que disse estar “complicada” a situação do exame. 

A ex-candidata à Presidência da República Marina Silva foi uma delas. “O presidente fala em sabotagem, mas é o próprio governo que sabota a educação ao optar pelo caminho do proselitismo ideológico”, escreveu.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) publicou: “Weintraub representa bem Bolsonaro na incompetência e na falta de respeito c/ os estudantes brasileiros!”.

Um erro na correção de quase 6 mil provas do Enem foi identificado e admitido pelo MEC em 18 de janeiro depois de reclamação de alunos sobre as notas divulgadas. Em 20 de janeiro, quando as inscrições para o Sisu foram abertas, o ministro da Educação, afirmou que as notas haviam sido corrigidas. Entretanto, a divulgação dos resultados do programa, que estava programada para esta terça-feira, 28, foi suspensa pela Justiça Federal, até que o Ministério da Educação apresentasse documentos e comprovação de que as notas haviam sido corrigidas. A Advocacia-Geral da União tentou recorrer da decisão, sem sucesso até o momento.

O imbróglio e a afirmação de hoje de Bolsonaro renderam comentários também dos deputados federais Marcelo Freixo (PSOL-RJ), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Margarida Salomão (PT-MG) e Ivan Valente (PSOL-SP). “Quem está sabotando o Enem e prejudicando o sonho de milhares de brasileiros é o próprio Weintraub e Bolsonaro, que mantém esse sujeito no comando do Ministério da Educação”, escreveu Freixo. Margarida Salomão foi na mesma linha: “Nunca Bolsonaro esteve tão correto. Claro que os seguidos erros no Enem são sabotagem. Autossabotagem. Pq o que mais interessa ao governo é ver ruir o patrimônio da Educação brasileira.”

Ivan Valente chamou o presidente de “cínico” e o ministro da Educação de “incompetente”. O próprio perfil do PSOL também publicou tweet sobre o assunto. “A sabotagem foi colocar um completo incompetente para gerir o MEC, Bolsonaro” diz a publicação do partido.