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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

O desastre do óleo e a imagem do governo

Equipe BR Político

A soma de três fatores faz com que o derramamento de óleo no litoral nordestino um desastre inédito: o desconhecimento do responsável pela poluição, a extensão do impacto e a recorrência na chegada do óleo, o que leva a crer que se trata de um vazamento intermitente. A avaliação é da coordenadora de Emergências Ambientais do Ibama (Instituto Natural do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), Fernanda Pirillo, responsável pelas operações de limpeza dos locais atingidos.

Diante de críticas sobre a demora na resposta do governo ao aparecimento das manchas de óleo, ela defende que o Ibama vem trabalhando nas praias desde os primeiros registros e hoje conta com 130 agentes da área ambiental do instituto nas frentes de trabalho, segundo a Folha.

Como você leu aqui no BRP, a ação do governo para conter os efeitos do derramamento de óleo é considerada ineficiente por 60% dos entrevistados pela pesquisa semanal do Ideia Big Data feita com exclusividade para o BRPolítico.

Prestes a completar dois meses desde que as primeiras manchas de óleo foram registradas, e sem que o presidente Jair Bolsonaro tenha visitado a região, auxiliares próximos do presidente temem que a contaminação das praias no Nordeste contamine também a imagem do governo junto a setores em que ele tem mais apoio.

Segundo o Valor, a preocupação é que a crise ambiental se estenda até as férias de verão e prejudique a imagem do governo não só entre o eleitorado nordestino, mas também junto à classe média urbana – segmento no qual o bolsonarismo tem mais aprovação.

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