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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

O diabo mora nos detalhes

Marcelo de Moraes

Tem sido comum ouvir manifestações de apoio à aprovação da reforma da Previdência dentro do Congresso, apesar de toda a instabilidade na relação dos parlamentares com o Planalto. À exceção da oposição mais radical, todos reconhecem a necessidade de reformular o quebrado sistema previdenciário.

Mas, reparem só, há uma pegadinha. Sempre que esse apoio é declarado vem seguido por uma observação, alertando que o texto deverá passar, mas sofrendo alterações. É nesse ponto que a porca torce o rabo. O ministro da Economia, Paulo Guedes, já disse que se a proposta for suavizada demais e não garantir uma economia de R$ 1 trilhão em dez anos, ele não lança o novo sistema de capitalização e a Previdência continuará capenga, voltando a estourar mais adiante. É esse apertado nó das alterações que o Congresso planeja fazer na reforma que o governo precisará desatar com muita habilidade. /M.M.

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