por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

O enfraquecimento da lista tríplice da PGR?

Marcelo de Moraes

Se o presidente Jair Bolsonaro optar pelo subprocurador geral Augusto Aras ou se decidir manter Raquel Dodge no posto de procuradora-geral da República, o sistema de escolha por lista tríplice ficará bastante enfraquecido. Nem Aras, nem Raquel se inscreveram para disputar uma das três vagas na lista, definida pelo voto dos integrantes da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). Os três mais votados são apresentados pela ANPR ao presidente como sugestão da categoria para o cargo. Na eleição para a sucessão de Dodge, o subprocurador-geral Mário Bonsaglia foi o mais votado, seguido por Luiza Frischeisen e por Blaul Dallouol.

O nome de Aras começou a crescer na disputa por ter a simpatia de ala conservadora do governo, além de ser considerado um bom nome pelos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre. Aras esteve, na segunda-feira à noite, com Bolsonaro no Alvorada. Foi a segunda vez em que foi recebido pelo presidente. Assim como Dodge, ele também não se candidatou à lista tríplice. Raquel Dodge também não concorreu, mas já disse que está à disposição do presidente para cumprir mais um mandato na PGR, se ele assim desejar. Como Bolsonaro também não se comprometeu a seguir as indicações feitas pela ANPR, a indicação de um nome não inscrito poderá representar um enfraquecimento desse processo. /M.M.

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