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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

O ‘fator Russomanno’ na eleição de SP

Vera Magalhães

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A retirada de cena da candidatura de Celso Russomanno (Republicanos) virou objetivo comum de vários postulantes à Prefeitura de São Paulo.

Foto: Felipe Rau/Estadão

Para o PSDB, dissuadir o partido de lançar mais uma vez o deputado federal candidato a prefeito é a prioridade hoje, mais ainda que a escolha do vice de Bruno Covas.

O prefeito resistiu às costuras de estrategistas tucanos para ter Russomanno como vice. Também não avalizou a ideia de ter a ex-prefeita Marta Suplicy, hoje no Solidariedade, como companheira de chapa. Covas tem dito aos aliados que não quer um vice que “pese” na chapa, mesmo que, do lado oposto, agregue eleitores.

Ele quer alguém na chapa que não tenha um passivo de denúncias, como é o caso de Russomanno, ou que não atraia um estigma pelo passado político, como Marta, que hoje é considerada traidora por parte dos eleitores petistas, ao mesmo tempo em que ainda é vista com desconfiança por setores da elite paulistana pelo passado no partido.

Covas tem manifestado preferência por uma mulher na chapa. Gostaria que ela fosse “puro-sangue” do PSDB, mas aliados dele e do governador João Doria Jr. trabalham para emplacar um nome do DEM. O do médico Cláudio Lottenberg ganha força nos bastidores.

Ainda assim, mesmo que Russomanno provavelmente não venha a integrar a chapa com Covas, a retirada de sua candidatura é considerada essencial. Dirigentes tucanos e do DEM atuam para convencer o Republicanos. O bom relacionamento dos partidos em Brasília tem sido a ponte para essas conversas. O fato de que o antigo PRB quer concentrar todas as fichas, e também o fundo partidário, para reeleger Marcelo Crivella no Rio ajuda na negociação.

Os tucanos podem ter ainda uma mãozinha na tarefa de se livrar de um postulante que sempre começa muito competitivo nas pesquisas, pelo recall que possui. Nos últimos dias ganharam corpo conversas para oferecer a Russomanno a vice de Andrea Matarazzo, do PSD. O presidente da sigla, Gilberto Kassab, pilota as conversas, que ainda são incipientes, mas podem avançar.