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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

O fio que segura Maduro

Vera Magalhães

Em sua coluna no Estadão nesta sexta-feira, Eliane Cantanhêde analisa a relação entre Nicolás Maduro e as Forças Armadas, único elo, e mesmo assim cada vez mais frágil, que segura o presidente da Venezuela no poder. Ela mostra a difícil engenharia do governo brasileiro, em que os militares se constrangem diante do papel desempenhado pelos pares no país vizinho e tentam obter informações por canais extra-oficiais. A ordem é evitar qualquer confronto, como mostramos na Carta do BR18. “No mais, a gravíssima crise na Venezuela envia claros sinais para o Brasil, até porque, lá, o regime Chávez surgiu de um acordo entre a cúpula das Forças Armadas e parcelas da esquerda, sendo o próprio Chávez o instrumento e uma síntese dessa aliança. No Brasil, a “nova era” é resultado da indignação das Forças Armadas, muito particularmente do Exército, e de parcelas da direita, sendo Bolsonaro o instrumento e uma síntese dessa aliança”, escreve Cantanhêde.