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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

O front nordestino que rompe a ‘bolha’ da esquerda

Equipe BR Político

Filiado ao PT desde os anos 1980, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), é mais um dos líderes nordestinos que pregam o diálogo com atores de fora do campo da esquerda, assim como o do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e da Bahia, Rui Costa. Na sua avaliação, o PT precisa “atualizar o projeto”, uma vez que as principais demandas da sociedade já não são mais as mesmas de 30 anos atrás. “O que nos levou a vencer eleições como a de 2002 foi justamente a abertura ao diálogo com os diferentes. Muitos estranharam quando Lula colocou a possibilidade de ter José Alencar (do então PL) na sua chapa. Ali formou-se uma chapa com um líder muito legitimado pela classe trabalhadora e outro, pela classe empresarial”, afirmou ele ao Estadão, neste domingo, 12.

Dias vê com naturalidade o diálogo do vizinho Dino, diz a reportagem, com o apresentador de TV Luciano Huck, possível presidenciável em 2022. “É natural que, neste momento em que estamos, possamos dialogar com outros setores”, destacou.

Para o professor de Ciência Política da Universidade Federal de Pernambuco, Adriano Oliveira, consultado pelo Estadão, os governadores do Nordeste buscam um “equilíbrio”. “Todos precisam de ações do governo federal, mas sabem que, em 2020 e em 2022, têm eleições pela frente. Portanto, precisam se equilibrar tendo ações do governo federal e posições que se conjugam com o desejo do eleitorado, que, em sua maioria, é pró-Lula, pró-esquerda”, disse Oliveira, em referência ao chamado “cinturão vermelho” do Nordeste.

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