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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

O impacto do novo coronavírus no Brasil

Equipe BR Político

A pergunta que se repete por aqui, nas ruas, nas análises dos jornais e nas redes sociais é a mesma à medida que avança a epidemia de coronavírus, ainda concentrada principalmente na China, mas com potencial de se alastrar: o Brasil está preparado? E quais as consequências possíveis para o sistema de saúde e a economia? Os jornais trazem artigos e reportagens alentados no fim de semana a respeito do surto.

A Folha mostra que, caso haja uma quantidade considerável de casos por aqui, o Sistema Único de Saúde (SUS), já saturado, pode não dar conta do atendimento. O texto mostra que o Brasil já enfrenta um alto número anual de mortes em razão de diferentes tipos de gripes e de pneumonia –muito superior às registradas na China em razão do novo coronavírus. São 80 mil mortes ao ano por esta razão.

Sob o ponto de vista da economia, vale a pena ler a coluna de Vinicius Torres Freire, também na Folha, mostrando que a China triplicou seu peso no cenário global entre o último surto de gripe originado por lá, em 2003, e agora. “No ano da praga de 2003, o PIB chinês equivalia a 4,3% da economia mundial. Neste ano do coronavírus, a economia da China deve equivaler a mais de 16% do PIB mundial —é menor apenas que a americana (24%). A China de 2003 cresceu um pouco menos por causa da SARS (síndrome respiratória aguda grave), que teve efeito desprezível no restante do planeta”, compara.