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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

O ‘inflacionismo’ e a reforma

Equipe BR Político

A discussão da reforma da Previdência fez com que economistas, políticos e outros críticos da proposta passassem a defender um argumento que seria típico de sites de paródias: o de que a mudança no sistema vai “retirar” R$ 1 trilhão de circulação da economia. Em sua coluna no Estadão, Pedro Fernando Nery desmonta a falácia, uma vez que a afirmação de que a reforma “economizaria” R$ 1 trilhão sempre foi usada entre aspas como uma forma de simplificação do debate, já que não se pode economizar uma cifra que é, na verdade, um rombo, e não um dinheiro existente.

Ele dá ao argumento falacioso o nome de “inflacionismo”. “O inflacionismo é fundado na análise benefício-benefício, substituta da análise custo-benefício por não ter a desvantagem de ter um lado negativo. Se o governo não tem o R$ 1 trilhão sobrando e se o consumo move a economia, ele não deveria ser prejudicado pelo trilhão de impostos que os consumidores vão pagar, inclusive e, principalmente, no consumo? Ou só o aposentado consome? E o consumidor desempregado pelos juros altos e incerteza provocados pela alta da dívida?”, escreve.

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