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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

O mea culpa do MBL

Equipe BR Político

Às vésperas de completar cinco anos e tendo eleito deputados e vereadores em vários Estados, o MBL (Movimento Brasil Livre) dá uma guinada ao centro, faz um mea culpa por, na sua avaliação, ter ajudado a piorar o ambiente de polarização política no Brasil, e anuncia uma nova fase “paz e amor”. Em entrevista à Folha, Renan Santos, coordenador do movimento, lista vários erros de posição. “A gente tem uma responsabilidade num agravamento do discurso público? Temos. Temos que fazer essa mea culpa. O que queremos é que os outros agentes políticos também a façam: a esquerda, a imprensa…”, disse.

Santos afirma que o caminho do MBL é se afastar cada vez mais do governo de Jair Bolsonaro. “Foi um erro endossar candidaturas majoritárias. Erramos em apoiar [João] Doria. Erramos em endossar Bolsonaro no segundo turno. Mas também não havia o que fazer. Se o PT chegasse ao poder, a gente teria guerra civil. A classe média e o centro-sul não iriam aceitar o resultado.”