Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

O Natal recheado de armas dos bolsonaristas

Equipe BR Político

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O Natal dos bolsonaristas não teve o tradicional clima de paz. Jair Bolsonaro, em sua live na véspera da festa, falou novamente pró-armamento da população, achando que o tema era propicio para a ocasião. O presidente foi além: assim como fez na reunião ministerial em abril que acabou pública, disse que a população armada poderia ir contra governadores e prefeitos que imponham medidas de isolamento social. Em especial contra João Doria (PSDB).

“O povo armado acaba com essa brincadeirinha de vai ficar todo mundo em casa que eu vou passear em Miami. Ah, pelo amor de Deus”, disse Bolsonaro. O tucano impôs medidas mais restritivas para o comércio entre o Natal e o Ano Novo, e foi bastante criticado por na sequência ter viajado em férias para os Estados Unidos. “Isso não é coisa de homem. Fecha São Paulo e vai passear em Miami, que negócio é esse? É coisa de quem tem calcinha apertada. Isso é um crime. O povo tem que estar armado porque a arma é garantia de sua liberdade”, completou Bolsonaro em sua live natalina.

A “ordem” de se armar já tinha sido seguida por Nikolas Ferreira (PRTB), vereador eleito em Belo Horizonte e um dos poucos candidatos recomendados publicamente por Bolsonaro que conseguiu se eleger. O jovem vereador chamou atenção nas redes sociais segurando um fuzil e sugerindo o armamento como um “presente de Natal”. “Já imaginou ganhar de Natal nada mais nada menos que um fuzil? É isso que o governo Bolsonaro está fazendo por nós”, disse.

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