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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

O presente de grego de Tarso nos 40 anos do PT

Equipe BR Político

O ex-governador Tarso Genro segue firme no seu caminho de cobrar reparos do PT, especialmente por meio de artigos, como é o caso do publicado nesta sexta, 7, pelo UOL, em que fala que o partido está “obsoleto” nesses 40 anos de vida. No texto, ele polemiza com uma posição bastante clara na cabeça de Lula, de que a sigla não deve abrir mão de sua hegemonia no campo da esquerda, afinal, foram anos de batalha e quatro eleições na bagagem. “Não é pelo fato de o PT ter o maior número de votos na esquerda, e ele tem de fato, que deve ter sempre as cabeças de chapas”, defende.

Genro também aproveita para repetir um assunto indigesto dentro do PT sobre a capacidade de articulação da ex-presidente Dilma Rousseff, e ainda traz o ex-prefeito Fernando Haddad para a conversa. “O Fernando Haddad era prefeito de São Paulo, por exemplo, e ficou meses tentando marcar uma reunião com a Dilma. Sem sucesso”.

No parágrafo de autocrítica, ele lembra do episódio em que perdeu a eleição após disputar com o então governador Olívio Dutra, em 2002, ou seja, outro dia mesmo, a prévia dentro do partido para ser o candidato ao governo do Rio Grande do Sul. “Eu tratei de recuperar as nossas relações pessoais e políticas, mas é um período que eu guardo com uma lembrança amarga.”

Genro, no entanto, continua filiado ao partido, diz se orgulhar disso e que pretende “continuar ajudando com as relações” que mantém no PT. “Mas, no momento, não tenho aspirações políticas que me seduzam a concorrer nas eleições”, pontuou, no momento.

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