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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

O que a Convenção Democrata ensina ao Brasil

Vera Magalhães

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Na minha coluna deste domingo no Estadão, trato dos discursos dos democratas na convenção do partido que homologou a candidatura de Joe Biden e Kamala Harris à Presidência e a vice nos Estados Unidos e o que eles podem ensinar à oposição brasileira.

Sem meias palavras, os mais destacados líderes democratas disseram que Donald Trump é uma ameaça à democracia e que não faz seu trabalho direito.

A primeira mensagem tem mais apelo a um público mais propenso a já votar no Partido Democrata, mas a segunda toca em cheio aquele eleitor que votou em Trump pensando que ele traria de volta empregos perdidos e uma “América” idílica que não existe mais (e talvez nunca tenha existido).

Na coluna, menciono o livro O tempo dos governantes incidentais, do cientista político e sociólogo Sérgio Abranches, que trata das circunstâncias históricas, sociais, culturais e econômicas que suscitaram a ascensão de políticos de corte populista e apelo midiático em vários países do mundo nas últimas décadas.

O que a convenção dos democratas projeta para a situação brasileira é que, contra adversários como Trump e Jair Bolsonaro, dourar a pílula da ameaça à democracia não funciona, nem ter pruridos em usar um discurso direto e contundente. Afinal, foi dessa maneira direta, só que recorrendo a desinformação e fake news, que eles escalaram e se elegeram.