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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

O que vai acontecer no INPE?

Marcelo de Moraes

O Planalto não esperava a reação forte do diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Ricardo Magnus Osório Galvão, que afirmou que Jair Bolsonaro “tomou atitude pusilânime e covarde” ao dizer publicamente, num café da manhã com correspondentes estrangeiros, que o órgão de pesquisa mentia sobre os dados do desmatamento no País e que podia estar “agindo a serviço de uma ONG”. Além da reação, Galvão também disse que não vai pedir demissão do cargo.

A fritura pública tem sido uma estratégia adotada pelo governo para provocar o afastamento de auxiliares que perderam importância ou causam desconforto. Ministros, como Gustavo Bebianno e o general Santos Cruz, acabaram sendo torrados nesse processo. Mas o caso que possui o maior paralelo com a situação do INPE é o do ex-presidente do BNDES Joaquim Levy, que também foi criticado publicamente pelo presidente. O ex-ministro da Fazenda, porém, preferiu entregar o cargo ao se ver tostando na frigideira do Planalto. Ao reagir contra as críticas, Galvão deixa o próximo movimento para Bolsonaro. E, se decidir tirá-lo da função – o que parece ser o mais provável – terá de administrar o desgaste pela atitude. /M.M.

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