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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘O senador Flávio Bolsonaro já devia estar preso’, ataca Witzel

Equipe BR Político

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Alvo de operação da Polícia Federal nesta manhã de terça, 26, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, usa as armas que tem contra a família Bolsonaro para se defender das suspeitas de irregularidades dentro do seu governo com gastos de recursos direcionados para o combate da pandemia do novo coronavírus. Em pronunciamento feito nesta tarde, Witzel disparou contra o filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro, investigado pelo Ministério Público Federal por um suposto esquema de “rachadinha” em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel Foto: Antonio Lacerda/EFE

“Ao contrário da família do bolsonaro que a PF engaveta inquérito. Senador Flávio Bolsonaro já devia estar preso. A Polícia Federal deveria fazer seu trabalho com a mesma celeridade, porque o presidente acredita que eu estou seguindo a família dele”, disse o governador.

No discurso, Witzel fala em fascismo instado no País e presença de “mais um ditador na América Latina”. “Continuarei lutando contra esse fascismo que está se instalando no país, contra essa ditadura da perseguição. Não permitirei infelizmente que esse presidente que eu ajudei a eleger se torne mais um ditador na América Latina”, acrescentou.

Segundo o Ministério Público, o dinheiro seria gerenciado pelo ex-policial militar Fabrício Queiroz sob a liderança de Flávio. Queiroz foi assessor do filho do presidente na Alerj e é amigo de longa data do presidente Jair Bolsonaro.

Em 2018, como revelou o Estadão, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentações atípicas nas contas bancárias de Queiroz, por onde circulou R$ 1,2 milhão. O órgão considerou o valor incompatível à função exercida por Queiroz no período.