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por Marcelo de Moraes

Governo usa Abin na defesa de Flávio Bolsonaro

Equipe BR Político

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A Agência Brasileira de Inteligência (Abin), órgão ligado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), produziu ao menos dois relatórios com orientações para  o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) e seus advogados indicando procedimentos para embasar um pedido de anulação do caso Fabrício Queiroz, que apura “rachadinhas” no gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro, enquanto ainda era deputado estadual no Rio.

O senador Flávio Bolsonaro e seu pai, o presidente Jair Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro e seu pai, o presidente Jair Bolsonaro Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

A informação foi revelada pela coluna de Guilherme Amado, na revista Época. A reportagem teve acesso a dois documentos, cuja autenticidade foi confirmada pela defesa do senador, em que a Abin detalha o funcionamento de suposta organização criminosa em atuação na Receita Federal, que, segundo suspeita dos advogados de Flávio, teria feito um escrutínio ilegal em seus dados fiscais para fornecer o relatório que gerou o inquérito das rachadinhas.

De acordo com a reportagem, os documentos contrastam com uma versão do ministro-chefe do GSI, Augusto Heleno, que já afirmou publicamente que não teria ocorrido atuação da inteligência do governo no caso.