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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

O vai e vem do presidente sobre o indulto

Equipe BR Político

O presidente Jair Bolsonaro até tentou desconversar, mas acabou reconhecendo nesta segunda-feira, 2, que mudou de postura em relação à promessa feita sobre não conceder indulto a presos. No entanto, ele começou a entrevista na porta do Alvorada em outro tom.

“Eu não estou recuando em posição nenhuma. É duro falar com vocês. Eu estou a ponto de acabar com essa entrevista aqui. Tudo o que acontece é recuo, está certo? Você pode falar qualquer outra coisa e vai em um sentido parecido”, disse. Bolsonaro mudou o discurso, no entanto, quando foi lembrado pelos jornalistas de que, em novembro, disse que, em relação a perdões de pena, sua caneta continuaria “com a mesma quantidade de tinta até o final do mandato”.

Jair Bolsonaro oscila declarações sobre indulto a policiais

Foto: Fabio Motta/Estadão

“Então mudou, recuei, pode escrever, recuei, vou dar indulto para polícias também. Mais alguma coisa?”, disse. “Sempre foram esquecidos (policiais e militares). Agora, porque sou um capitão do Exército, vou esquecer esse pessoal que sempre esteve ao meu lado?”, questionou.

Mas não parou por aí. Bolsonaro se mostrou bastante descontente com a insistência dos jornalistas. Quase no final da entrevista, o presidente esteve prestes a voltar atrás, mais uma vez, naquilo que afirma.

Ele disse que, no ano passado, falou apenas das saídas temporárias. “O que eu falei no passado não foi indulto, não. Foram saidões. No que depender de mim, não teriam mais saidões, deixar bem claro. Então, não foi recuo não. Foi no tocante a saidões”, disse.

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