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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Influência de Eduardo com Trump morreu, diz Randolfe

Equipe BR Político

A decisão dos EUA de não referendar antecipação de ingresso do Brasil na OCDE pode ter impacto na indicação de Eduardo Bolsonaro à Embaixada do Brasil nos Estados Unidos. Para o líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o governo perdeu “o único argumento” que tinha para indicar o filho do presidente ao cargo.

Senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Randolfe Rodrigue. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

“Sustentavam que, com o Eduardo embaixador, haveria uma correlação entre os dois governos; teríamos trânsito na Casa Branca, com (Donald) Trump. Essa rejeição mostra que foi mais uma aventura da nossa desastrosa política diplomática”, disse o parlamentar ao BRP nesta quinta, 10. Segundo ele, a exclusão pode prejudicar Eduardo em uma futura sabatina no Senado, pois não haveria nenhuma relação de confiança entre os dois países, conforme havia sido propagandeado pelo próprio governo. “A influência que Eduardo teria com Trump morreu”, avalia.

Randolfe acrescenta às críticas as concessões feitas pelo Brasil aos Estados Unidos, em março, após encontro entre Jair Bolsonaro e Trump. “Criamos rusgas com a OMC (Organização Mundial do Comércio), que nos dá prazos maiores em acordos comerciais, abrimos mão da nossa soberania na Base de Alcântara, flexibilizamos o visto, prejudicamos a política de exportação do etanol. Tudo isso para sermos recusados”, acrescenta.

O Departamento de Estado dos EUA declarou nesta noite que o governo norte-americano apoia a entrada do Brasil na OCDE, sem indicar prazo. (Felipe Goldenberg, especial para o BRP)