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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Olavistas em guerra contra Weintraub

Vera Magalhães

Se Abraham Weintraub já estava balançando no cargo, agora passou a enfrentar a artilharia pública do grupo ligado ao polemista Olavo de Carvalho, o que deve agravar sua situação. Olavetes ligados ao assessor especial da Presidência Filipe G. Martins passaram a atacar publicamente o titular da Educação nas redes sociais.

O estopim para tornar pública a fritura que já ocorria em privado foi o anúncio, feito pelo MEC, de que vai terminar o contrato com a Fundação Roquete Pinto para a produção de conteúdo da TV Escola –que recentemente anunciou a exibição de uma série do canal direitista Brasil Paralelo que tem Olavo como um dos protagonistas.

A página Senso Incomum, da qual Filipe G. Martins é um dos mentores, publicou reportagem dizendo que Weintraub (chamado no título de “Weintrouble”) “entrega a educação à esquerda ao extinguir TV Escola”. O editor Flavio Morgenstern foi cobrado por uma seguidora no Facebook por publicar um petardo contra o ministro. Ela o aconselhou a consultar Martins e ele respondeu: “Vai sonhando que não conversamos e que ele discorda uma vírgula de mim”.

Outros olavetes se meteram em bate-boca público com Weintraub no Twitter. Foi o caso da militante Bruna Luiza, ex-assessora do MEC na gestão Vélez Rodriguez, que se disse emocionada com a série do Brasil Paralelo e atacou a decisão de extinguir a TV Escola. O ministro respondeu que uma militante que ele “raquetou” do MEC, publicou mentiras a seu respeito. Disse que não foi ele quem assinou a Base Nacional Comum Curricular, e que teria impedido sua entrada em vigor se tivesse assumido a pasta antes.

Mas a balbúrdia tem ruídos: enquanto seus pupilos detonam Weintraub, Olavo de Carvalho saiu em sua defesa e recomendou um vídeo de outro seguidor, Paulo Enéas, desmentindo os ataques ao ministro.