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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Tambores da Shell são de compradores da Libéria e Emirados Árabes

Equipe BR Político

A mancha de petróleo segue sua missão de poluir o litoral do Nordeste. A novidade vem da descoberta, revelada pelo repórter André Borges, do Estadão, de que os tais tambores amarelos da Shell foram produzidos e comercializados por empresas do grupo anglo-holandês situadas nos Emirados Árabes e na Libéria.

Manchas de óleo no litoral de Sergipe, nos municípios de Pacatuba e Pirambu

Manchas de óleo no litoral de Sergipe. Foto: Adema/Governo de Sergipe

A primeira delas é a Hamburg Trading House FZE, uma distribuidora baseada nos Emirados Árabes, que adquiriu 20 tambores do lote encontrado na costa brasileira. O segundo cliente é a empresa Super-Eco Tankers Management, baseada em Monrovia, na Libéria, na África Ocidental, que comprou cinco tambores do lote da Shell.

No documento obtido pela reportagem, a Shell informa que o primeiro tambor encontrado com a logomarca da empresa “não foi produzido ou comercializado pela Shell Brasil” e que se trata, efetivamente, de um “produto líquido límpido, de coloração âmbar”, diferente do que está invadindo o litoral do Nordeste.

Na quarta, 16, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, se reuniu com o professor Alberto Wisniewski, do Departamento de Química da Universidade Federal do Sergipe (UFS) e responsável pela análise do material encontrado nos barris da Shell e nas praias de Sergipe. “Ele (Wisniewski) explicou para nós que são fisicamente diferentes porque um está diluído, com contato com o mar, e o outro concentrado no barril, mas a fonte molecular é a mesma. O DNA é o mesmo”, disse Salles. “O que está nos barris está em conformidade com o que está na costa”, acrescentou.

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