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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Omissão de dados da comitiva de Bolsonaro deve ser cobrada

Vera Magalhães

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Com a proliferação, a cada dia, de casos de contaminação por covid-19 na comitiva de Jair Bolsonaro que foi aos Estados Unidos no fim de semana retrasado, ainda faltam informações claras quanto a vários aspectos da viagem.

  1. Afinal, qual o total de integrantes da comitiva?
  2. Na volta, qual foi o protocolo adotado? Por que não observaram quarentena se Fabio Wajngarten já apresentou sintomas no avião, a ponto de ser isolado no fundo da aeronave?
  3. Todos fizeram testes? Eles avisaram todas as pessoas com as quais tiveram proximidade desde que voltaram?
  4. Qual o protocolo de isolamento das famílias dos infectados?
  5. Funcionários do governo que conviveram com os vários integrantes do Executivo que testaram positivo estão em quarentena? Quantos são?
  6. Onde estão os laudos dos testes do presidente Jair Bolsonaro? Quantos foram?
O presidente Jair Bolsonaro durante a viagem a Miami

O presidente Jair Bolsonaro durante a viagem a Miami Foto: Marco Bello/Reuters

Todas estas informações são de interesse público e, em nome da transparência, devem ser fornecidas pelo governo e cobradas pela imprensa, pelo Ministério Público Federal, por parlamentares por meio de requerimentos de informação ou por qualquer um, por meio da Lei de Acesso à Informação Pública.

Foi um show de desinformação e obstrução à informação a verdadeira cortina de fumaça montada pelo Planalto para ocultar o tamanho do risco que havia no grupo que voltou da Flórida, e que responde, sozinho, por grande percentual dos casos confirmados de covid-19 no Distrito Federal.

Mais: a profusão de casos no entorno do presidente obriga a que a Presidência torne públicos os testes a que Bolsonaro se submeteu. Quantos foram? Realizados com quantos dias de intervalo? Estão sendo repetidos à medida que mais assessores, muito próximo, têm testado positivo, uma vez que o contato não foi interrompido?

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