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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

ONU: crime evidencia ‘dimensões’ do racismo no Brasil

Equipe BR Político

A Organização das Nações Unidas divulgou nota em que afirma que o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, homem negro de 40 anos, em uma loja do Carrefour em Porto Alegre revela as “várias dimensões” do racismo no Brasil.

“A violenta morte de João, às vésperas da data em que se comemora o Dia da Consciência Negra no Brasil, é um ato que evidencia as diversas dimensões do racismo e as desigualdades encontradas na estrutura social brasileira”, disse a nota da entidade, divulgada na noite de sexta-feira.

Na carta aberta, a ONU cita dados que mostram que 75% dos homicídios no Brasil atingem negros, e sugere que o poder público aja para combater o racismo. “O debate sobre a eliminação do racismo e da discriminação racial é, portanto, urgente e necessário, envolvendo todas e todos os agentes da sociedade, inclusive o setor privado.”

Desde o crime, as autoridades agem em sentido oposto, o de negar qualquer relação entre o assassinato de João Alberto e o racismo. O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, foi o primeiro a declarar que não existe racismo no Brasil e que essa é uma realidade que se tenta importar para o País.

O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, foi na mesma linha, negando a existência de racismo estrutural no Brasil.

E na noite de sexta foi a vez de Jair Bolsonaro ir nessa linha em uma sequência de tuítes e, depois, diante de outros chefes de Estado, no encontro do G20.