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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Onyx com Olavo: bênção para o MEC?

Vera Magalhães

A ida de Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil, ao encontro do guru Olavo de Carvalho ligou o radar dos políticos no governo e no Congresso. No DEM, partido do ministro, voltou a crescer a percepção de que Onyx trabalha para substituir o atrapalhado Abraham Weintraub, que era seu assessor e foi guindado ao cargo com seu beneplácito, no Ministério da Educação.

Onyx já se movimentou para assumir o MEC quando a Casa Civil perdeu atribuições de articulação política para a Secretaria de Governo, do general Luiz Ramos, e administrativas para a Secretaria Geral da Presidência, de Jorge Oliveira. Mas Jair Bolsonaro manteve Weintraub, cujo “estilo” agrada ao presidente.

Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni

Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni Foto: Joedson Alves/EFE

O problema é que, agora, confusões como os erros no Enem e no Sisu evidenciam a ineficiência administrativa no MEC, um dos principais ministérios do governo, e um dos que têm mais estatísticas para comprovar a eficácia ou o fracasso das políticas. A piora dos indicadores em relação aos governos do PT vai minar o discurso bolsonarista justamente no seu coração ideológico, o de que a “esquerda” aparelharia a Educação.

Por isso, a cabeça do ministro, por mais que se esforce em lacrar nas redes sociais e atacar críticos de Bolsonaro, para afagar o chefe, voltou a ficar a prêmio. O Congresso discute saídas sem o governo para o Fundeb e articula convocar Weintraub logo após o recesso para explicar as falhas no Enem e no Sisu.

Olavo de Carvalho é, sabidamente, o responsável por endossar os ocupantes do MEC. Por isso o encontro entre ele e Onyx não passou despercebido pela antena dos colegas de ministério e de partido do gaúcho.

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