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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Operação Zelotes em risco

Equipe BR Político

Deflagrada há quatro anos e com um saldo de 20 denúncias criminais contra 113 réus, incluindo o ex-presidente Lula, a força-tarefa da Operação Zelotes passa por um desmonte que “pode prejudicar gravemente todo o trabalho”. O alerta é do chefe em exercício da Procuradoria da República do Distrito Federal, Cláudio Drewes, que viu em poucos dias a força-tarefa que atua no caso se dissolver. Essa opinião é compartilhada por outro colega que acaba de ser retirado – contra sua vontade – da operação. “Temo muito sobre o que vai acontecer”, disse o procurador Alexandre Ismail. Essa decisão foi tomada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Procurada, a assessoria de Dodge nega o esvaziamento da operação e diz que um novo nome pode ser indicado para compor a equipe. A força-tarefa diz que tenta, há um mês, uma audiência com Dodge, mas sem sucesso. “Eu sinceramente ainda estou tentando entender. Passamos mais de um mês buscando marcar reunião com ela. Até agora, estamos tentando digerir”, disse Ismail. A operação chegou a ter quatro procuradores. Hoje, conta apenas com um, que está nos Estados Unidos, onde faz um mestrado. Nas duas últimas semanas ao menos seis audiências – como interrogatório de réus e de testemunhas – foram feitas por procuradores que não estão familiarizados com a operação. Isso em um momento em que mais de 20 processos considerados complexos estão sob instrução e ainda há investigações em andamento, segundo o Estadão.

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