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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Opinião Ideia Big Data: Eleições municipais de 2020, ano do rato e seus quatro F’s

Equipe BR Político

Por Mauricio Moura*

No zodíaco chinês, em 2020, o início do ano ocorre em 25 de janeiro, quando começa o Ano do Rato, cujo término acontece em 11 de fevereiro de 2021. O rato é o primeiro animal do zodíaco chinês. Os 12 signos do horóscopo chinês são utilizados para representar os anos. Como o ciclo se repete a cada 12 anos, 2019 encerrou um ciclo representado pelo porco, e em 2020 um novo ciclo se inicia, com o rato. Apesar de não ser bem-visto no ocidente, o rato tem muitas qualidades. É um animal inteligente, hábil, desbravador e procriador. Esse ser sociável gosta de estar entre amigos e assumir posições de liderança. Para o rato, o importante é ter poder, influência e prestígio. Rato é o animal do foco, dos bastidores e do trabalho duro (de roedor). As eleições municipais de 2020 podem apresentar algumas ratoeiras, mas tem quatro pilares bem evidentes. Vamos chamá-los dos 4 F’s de 2020.

O primeiro “F” é de foco. O pleito municipal é historicamente uma disputa em que os protagonistas são os problemas locais. Para vencer e conquistar as mentes e corações dos eleitores será preciso apresentar soluções concretas e factíveis sobre saúde, educação, mobilidade urbana, iluminação pública, coleta de lixo e todos os temas que os cidadãos se deparam diariamente ao sair de casa. O viés ideológico é coadjuvante nas municipais. Sempre foi assim e em 2020 não será diferente.

O segundo “F” é de ficha limpa. Em 2018, uma pesquisa nacional mostrou que o principal atributo para a escolha de um candidato a deputado(a) era saber se o mesmo era ficha limpa ou não. Foi o ano dos(as) candidatos(as) de “fora da política” ou “de fora da Lava Jato” ou de “fora do sistema”. Todavia, em 2020 não será suficiente “ser diferente de tudo que está aí” (argumento amplamente utilizado pelos candidatos e candidatas de 2018). Será preciso, como mencionado anteriormente, resolver os problemas reais do dia a dia.

Em terceiro lugar temos o “F” de fone. Em 2020, a disputa vai passar pelas telas do celular dos eleitores. O acesso a smartphones no Brasil cresceu e as pessoas cada dia mais se informam via redes sociais e aplicativos de conversa. O debate TV x redes sociais ficou em 2018. A partir de agora, todo o conteúdo passa pelo celular. Todas as pesquisas (e experiências internacionais) apontam para a crescente importância do telefone no âmbito eleitoral.

Por último, o “F” de fake news (notícias falsas). A tecnologia possibilita a disseminação em escala e com alta velocidade de notícias falsas. Isso só deve aumentar na campanha de 2020. Candidatos(as), eleitores e imprensa devem gastar mais tempo e energia lidando com fake news. Tem sido assim em todas as partes do mundo. E pode piorar muito com a “deep fake” que produz vídeos com imagens muito similares à realidade e muitas vezes criadas com inteligência artificial. O “deep fake” desafia a máxima de “ver para crer”.

Portanto, para quem espera, no ano chinês de 2020, uma polarização tipo gato e rato nas eleições, sugerimos ficar com os quatros “F”s na cabeça. E aos eleitores, resta escolher bem seus representantes para não sentirem um quinto “F” durante os próximos quatro anos.

*É economista, PhD em economia e política do setor público, professor visitante na George Washington University e recebeu recentemente certificado do Programa da Owner/President Management da Universidade de Harvard. Fundador e presidente do IDEIA Big Data.

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