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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Oposição critica posicionamento brasileiro em conflito

Equipe BR Político

Após desconforto causado pelos pronunciamentos do presidente Jair Bolsonaro sobre o general iraniano Qassim Suleimani e pelo posicionamento do Itamaraty em relação ao ocorrido, políticos de esquerda aproveitaram a oportunidade para criticar o governo pelas redes sociais.

A presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, e o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), abordaram o posicionamento brasileiro na questão. A petista afirmou que o apoio do governo aos Estados Unidos “tornou o Brasil um lugar bem mais perigoso”, em referência às notícias sobre o pedido dos EUA de que norte-americanos que vivem no Brasil tomem mais “cuidado extra” por conta da tensão com o Irã.

Dino atacou a política externa do País, e afirmou que a posição “subalterna aos Estados Unidos está empurrando o Brasil e os brasileiros para conflitos alheios, trazendo riscos econômicos e sociais”, escreveu o governador. A nota do Ministério das Relações Exteriores publicada na sexta-feira, 3, sobre o conflito, alinhou o Brasil aos Estados Unidos e afirmou que “o governo brasileiro manifesta seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo”.

Na segunda-feira, 6, em Brasília, Bolsonaro afirmou que Suleimani não era sequer general relativizou a importância do conflito para o Brasil, como você leu no BRP Depois dos posicionamentos brasileiros, o Irã cobrou explicações do Brasil.

O ex-candidato à Presidência pelo PSOL, Guilherme Boulos, também criticou o conflito e disse que ele começou com o ataque dos Estados Unidos, “com óbvia motivação eleitoral”. “Trump é um psicopata que coloca a paz mundial a mercê de seus interesses menores”, completou.