Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Oposição questiona nomeação de braço direito de Ramagem

Equipe BR Político

Exclusivo para assinantes

A oposição reagiu contra a nomeação de Rolando Alexandre de Souza como novo diretor-geral da Polícia Federal, publicada em edição extra do Diário Oficial da União desta segunda, 4. Ele é considerado o braço direito de Alexandre Ramagem, chefe da Abin que foi barrado pelo STF para comandar a PF.

O presidente Jair Bolsonaro e o novo chefe da PF, Rolando Alexandre de Souza, durante assinatura do Termo de Posse

O presidente Jair Bolsonaro e o novo chefe da PF, Rolando Alexandre de Souza, durante assinatura do Termo de Posse Foto: Isac Nóbrega/PR

O deputado federal André Figueiredo (PDT-CE), líder da oposição na Câmara, disse que a nomeação é “mais uma demonstração que Jair Bolsonaro quer blindar os filhos das investigações.” O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) alegou que a nomeação é “uma indicação terceirizada do Carluxo (Carlos Bolsonaro, filho do presidente)” e que seria mais uma ameaça à democracia vinda do governo.

Ex-aliada de Jair Bolsonaro, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) questionou se Rolando terá liberdade para fazer escolhas e se sua nomeação não representaria um “mandato tampão” até o momento em que consiga entregar a cadeira ao “padrinho”. Mas, segundo ela, Rolagem tem qualidades como “conseguir organizar informações como ninguém”.

A ex-ministra Marina Silva (Rede-AP) demonstrou a mesma preocupação da deputada. “A situação pode ser ainda pior e mais preocupante, caso o novo diretor atue como subserviente do subserviente para atender aos interesses da família Bolsonaro”, postou ela em seu Twitter.

Para o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), a nomeação é uma tentativa de Bolsonaro transformar a corporação numa polícia a serviço de sua família, como denunciou o ex-ministro Sérgio Moro. O senador Humberto Costa (PT-PE) também se manifestou dizendo que “tá tudo em família.”