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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Oposição se perdeu na discussão da reforma

Marcelo de Moraes

Desde a vitória de Jair Bolsonaro na eleição presidencial, já se sabia que a reforma da Previdência seria proposta central de sua equipe econômica. À exceção do PDT, que se organizou tecnicamente para debater o assunto, os outros partidos da oposição, especialmente o PT, preferiram apenas criticar a proposta e dificultar sua oposição. Presos à agenda do Lula livre, os petistas não trouxeram para a mesa de discussões alguma alternativa para reconstruir o sistema previdenciário nacional, mesmo sabendo que os próprios governos petistas tinham tentado aprovar, sem sucesso, medidas nessa área.

Com essa estratégia de apenas se opor, PT e outros partidos de oposição, perdera mas a chance de mostrar consistência nas suas propostas. O resultado é que se a reforma for chancelada pela Câmara nos próximos dias, como tudo indica que vai acontecer, representará também uma derrota da oposição. Afinal de contas, as dificuldades enfrentadas até agora na discussão da reforma foram criadas por partidos que apoiam a reforma ou até mesmo pelo PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro. Do lado petista, por exemplo, se viu muito mais intensidade nas discussões sobre a atuação do ministro da Justiça, Sérgio Moro. O PT e a oposição tem, obviamente, o direito de priorizar as discussões que quiserem. Mas ao escolherem ficar de fora de um debate que pode ajudar na retomada do crescimento econômico do País, esses grupos perdem protagonismo e se enfraquecem politicamente. /Marcelo de Moraes

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