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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Os 100 deputados de Bolsonaro

Marcelo de Moraes

Jair Bolsonaro foi puro otimismo no cálculo que fez sobre o desempenho que a Aliança Pelo Brasil poderá ter nas eleições para o Congresso em 2022. Nas contas do presidente, o partido, que ainda não conseguiu formalizar sua existência junto à Justiça Eleitoral, poderá eleger “uns 100 deputados e uns dez senadores”.  A previsão foi feita durante uma transmissão ao vivo feita pelas suas redes sociais justamente para incentivar a filiação ao seu novo partido.

Na eleição passada, o PSL, partido ao qual se filiou concorrer ao Planalto, elegeu 54 deputados federais justamente na esteira do sucesso da campanha presidencial de Bolsonaro. Eleger o dobro não é uma aposta ousada desde que a avaliação do presidente e do governo sejam positivas na época da eleição. Na prática, se Bolsonaro tiver chance de vitória, poderá, de fato, rebocar com ele uma baciada de políticos para o Congresso.

O problema é que, desde sua posse, Bolsonaro vem contabilizando desgastes e vendo sua avaliação positiva diminuindo significativamente. Além disso, de que adiantou o presidente eleger 54 deputados com ele se esse grupo já implodiu? O próprio presidente rompeu com o PSL, disparou críticas pesadas ao presidente da legenda, Luciano Bivar, e se desfiliou. Como mais da metade da bancada não pretende seguir, ao menos agora, Bolsonaro na ida para o Aliança, o grupo do presidente do Congresso  já rachou em menos de um ano.

 

 

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