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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Os conselhos de Collor a Bolsonaro

Vera Magalhães

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A delicada situação política de Jair Bolsonaro pode ser atestada pelo fato de que, nos últimos dias, Fernando Collor de Mello, primeiro presidente a sofrer impeachment no Brasil, em 1992, passou a aconselhar o presidente a respeito de como se conduzir para evitar passar pelo mesmo.

Diante do passeio de jet ski de Bolsonaro pelo Lago Paranoá, cena que imediatamente foi associada às voltinhas que o próprio Collor costumava dar antes de cair, o ex-presidente alertou o atual ocupante do Alvorada de que, nesse caminho, o prognóstico não é bom. “Se continuar assim, vai afundar!!”, escreveu o senador diante da comparação entre as imagens.

 

Ele também respondeu que não achou o passeio apropriado para o momento. Em outro momento, alfinetou Bolsonaro ao dizer que tem cinco filhos, mas quem manda em sua conta no Twitter é ele, numa alusão ao fato de que Carlos Bolsonaro tuíta na conta do pai.

Em outro momento, diante de uma pergunta do apresentador Danilo Gentili a respeito de quem ganharia uma corrida de jet ski, ele ou Bolsonaro, evocou outra presidente que sofreu impeachment, Dilma Rousseff, ao parafrasear uma de suas “pérolas” mais famosas: “Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder”.

Collor também passou a noite postando fotos sua jovem, de lancha, para constatar, em tom brincalhão, que foi um dos pioneiros das selfies e louvar a própria beleza.