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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Os dilemas do financiamento de campanha

Equipe BR Político

Em sua coluna no Estadão nesta quinta-feira, William Waack apresenta os dilemas da discussão posta sobre o financiamento de campanhas: ao mesmo tempo em que a sociedade repudia que se gastem bilhões para custear campanhas, a democracia precisa ser financiada de alguma maneira, sob pena de que o caixa 3 e expedientes como o uso de laranjas sejam massificados.

Ele lembra que foi a proibição do financiamento empresarial, após a Lava Jato, que levou à situação atual. “A situação esquizofrênica se traduz no fato de que mesmo uns R$ 3,8 bilhões pretendidos pelos partidos não cobrem os gastos DECLARADOS nas campanhas de 2014, por exemplo, que foram de uns R$ 5 bilhões. E qualquer aumento do fundo em época de crise fiscal soa como escândalo. Ou seja, as regras para o financiamento de campanhas eleitorais são uma ficção de que está tudo em ordem e que o funcionamento da democracia está garantido quando, na verdade, o que se incentiva é o laranjal e o caixa 3 (dinheiro não declarado e ilegal)”, observa.