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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Os limites da Lava Jato

Vera Magalhães

Em sua coluna no Estadão nesta quarta-feira, William Waack analisa que os recentes acontecimentos abrem um novo momento para a Lava Jato: ela vai continuar funcionando, mas com limites claros à sua atuação. O colunista faz um histórico do ambiente que levou ao sucesso da operação: a percepção de que a sociedade brasileira não era capaz de se defender sozinha de uma corrupção sistêmica, que atingiu o status de projeto de poder nos governos do PT.

Agora, o sistema se reorganizou e impõe freios aos investigadores. “O limite político imposto à atuação deles veio em primeiro lugar do fato do principal objetivo ter sido alcançado: o PT foi apeado do poder. Em segundo, pelo fato de forças políticas que não são corrompidas nem estão precisando escapar de investigações terem se convencido de que não são os “de fora” que vão tomar conta das decisões das esferas políticas. Essas forças estão em partidos (portanto, no Legislativo), nas Forças Armadas, no STF, no mundo das elites empresariais, no Palácio do Planalto, em correntes nas redes sociais, na academia (especialmente ligada ao Direito), até mesmo na figura do novo PGR”, escreve.