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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Os riscos do Ministério Público acuado

Equipe BR Político

Em sua coluna na Folha deste domingo, Vinicius Torres Freire pega a confissão tresloucada de Rodrigo Janot e os desvios dos procuradores flagrados pela Vaza Jato para mostrar como o surgimento, com força, do que chama de “partido dos procuradores”, que, com a Lava Jato, demoliu a República surgida após a Constituição de 1988, pode fomentar ainda mais o caos social e político que fomentou a eleição de Jair Bolsonaro.

“É um cenário favorável às piores tentações do bolsonarismo. O presidente e seu movimento têm as tintas de um cesarismo alucinado, para ser mais preciso de um bonapartismo, que não raro floresce nas paisagens com ruínas do descrédito de sistemas políticos”, escreve ele.

Ele lembra que Bolsonaro surfou a onda do combate à corrupção sem nunca ter participado do processo. E que o movimento de que é produto, com características revolucionárias, se alimenta da implosão dos sistemas políticos para implementar um projeto que, na essência, é autoritário –embora ainda não esteja em vigor.