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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ouro de Roraima não é de tolos

Equipe BR Político

Atrás da soja, o ouro é o produto mais exportado de Roraima. Isso sem ter mina legalmente em operação, mas, sim, o território indígena Yanomami à disposição da atividade criminosa. Reportagem do site BBC Brasil revela detalhes dessa operação, como a exportação até agora de 194 quilos de ouro à Índia desde setembro de 2018, segundo dados do Ministério da Economia, rendendo aos envolvidos cerca de R$ 30 milhões. Lideranças dos povos Yanomami estimam um volume de 10 mil garimpeiros ilegais em ação na região.

“Não consigo segurar o garimpo só com meus homens (da Funai), também precisamos do Exército, da Polícia Militar, precisamos de uma agenda de Estado ali dentro”, disse Bruno Pereira, coordenador de Povos Isolados e de Recente Contato da Funai. Segundo ele, malocas de povos isolados estão situadas a apenas 17 quilômetros da área de extração ilegal do ouro. O senador Telmário Mota (PROS-RR), por outro lado, é favorável à regularização do garimpo em terras indígenas. Segundo ele afirmou à BBC, “quando o presidente falou em rever as regras para permitir a mineração (em terras indígenas), isso proporcionou uma corrida dos garimpeiros”. A PF e o Ministério Público responderam à publicação que uma investigação corre sob sigilo sobre o assunto. O Ministério das Minas e Energia afirmou que “não tinha conhecimento” sobre o caso e que irá tomar “medidas cabíveis”. O Exército informou que seus soldados patrulham a região para combater a ilegalidade.

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