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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Pacto de Leticia pode ir contra política de Bolsonaro?

Cassia Miranda

O Pacto de Leticia, firmado na última sexta-feira, 6, na cidade colombiana de mesmo nome, entre todos os países que compartilham a floresta amazônica –exceto a Venezuela– tem como mote principal que daqui para frente, os sete países signatários ajam de maneira coordenada em ações de proteção da floresta. O pacto é composto de 16 medidas que visam a proteção e conservação da Amazônia.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, acena durante desfile pela Independência do Brasil

Foto: Adriano Machado/Reuters

Entre os objetivos está a geração de respostas conjuntas ante desastres que possam acontecer em qualquer um dos países; fortalecimento de ações regionais para enfrentar pressões como desmatamento; extração e exploração ilegal de minerais e avançar na geração de conhecimento científico para ajudar na tomada de melhores decisões para a proteção da floresta.

Ao menos dois desses pontos suscitam conflito com a política ambiental do governo de Jair Bolsonaro. O primeiro, é em relação ao plano do presidente de permitir a exploração mineral em reservas indígenas. O que traria óbvio impacto à floresta. Além disso, também é preciso estar atento sobre como o Brasil vai se comportar em relação à produção científica, já que o governo, que esteve representado na Colômbia pelo chanceler Ernesto Araújo, costuma contestar estudos científicos. Basta lembrar como foi com o Inpe.