Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Padilha: ‘PT tem de deixar de ser analógico’

Gustavo Zucchi

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Fechadas as urnas pelo Brasil, a lição que fica para o PT é que “precisa deixar de ser analógico”, segundo Alexandre Padilha (SP). O deputado federal, que fez campanha no segundo turno na capital paulista por Guilherme Boulos (PSOL), avaliou que um dos problemas de sua sigla foi não conseguir usar de forma adequada as redes sociais e a internet. “O PT precisa deixar de ser analógico”, disse em entrevista ao BRPolítico.

“Esse é um grande desafio. A gente já tinha esse desafio em 2018. Um dos motivos da derrota do [Fernando] Haddad é o turbilhão de fake news nas redes sociais”, disse o deputado. “Independente de eleição, eu defendo que o PT deixe de ser um partido analógico. Não só para campanha, mas para consultar a militância. Eu defendi em São Paulo que nós definíssemos a candidatura do PT através de uma prévia aberta. É um grande desafio para a esquerda”, afirmou.

Padilha destacou Boulos, Manuela D’Ávila (PCdoB), em Porto Alegre, e Marília Arraes, em Recife, como os grandes destaques do segundo turno. E, mesmo sem a vitória, mostrariam um caminho para o campo progressista trilhar nos próximos anos.

O ex-ministro também defendeu que o PT procure desde já conversar com outras siglas do campo da esquerda, para construir um programa e uma candidatura já visando as próximas eleições. “Defendo que o PT desde já procure os demais partidos políticos do campo da esquerda aqui no Estado de São Paulo. Se pegar a esquerda como um todo, não fomos bem. Houve uma redução de vereadores, de prefeituras”, afirmou.

“Precisamos aprender com o sucesso em Araraquara, em Diadema, Guarulhos. Aprender com as novas ideias que surgiram. Perceber essas novas lideranças, entender o que acontece para construir um programa e uma candidatura para São Paulo”, completou.

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